leituras

Livros de Victor Heringer e Cruz e Souza sobre mesa de plástico branca

Esse ano, até agora, só consegui ler um livro inteiro. Sem contar os trinta livros que devo ter lido pro trabalho, já que meu trabalho é ler livros. Mas são leituras diferentes. Dá pra revisar um texto sem ler ele. E não dá pra ler um texto revisando ele. Deve ter quem faça autópsia e trepe ao mesmo tempo, mas não é minha praia.

Pra tentar trepar até o final, tirei esse Vida desinteressante da prateleira. A comediante Michelle Buteau tem uma piada de que, depois dos 40, a gente começa a calcular como vai cair. Eu comecei a fazer isso depois que levei dois tombos na quarentena, apenas por estar de pé, e levei dois anos pra me recuperar. Ando muito devagar agora, e é com o mesmo cuidado que me aproximo das coisas tristes. Não quero cair não.

Já o Cruz e Souza é uma leitura que tá levando meses, mas não desisto. Desses poetas que a gente só conhece pra escola e, quando se achega, faz uma nova amizade (nos 30 minutos que consigo ter amigos, enquanto como minha marmita).

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