marcos

Às vezes eu esqueço qual o meu nome, talvez seja firula, lapso, demência, mas a impressão que tenho é mesmo que esqueço, talvez eu só não me reconheça. Nunca tive nenhuma relação de afeto com o meu nome. Na escola me ressentia, porque no dicionário eu não era o “Senhor dos cavalos”, nem um “Doce e gentil” sobrava pra mim. Era “Aquele que marca”, o que eu tomava literalmente, como se a minha sina fosse ficar carimbando (papel) a vida toda e além, na lápide, etc. Hoje acho divertido ter um nome substantivo comum, parece que me cabe. Apesar de que, entre os substantivos comuns, esse é pretensioso demais pro meu gosto. Acho que não quero que me chamem.