O cachorro pode ser um símbolo da alegria, da amizade, da subserviência, da sujeira, do desamparo. O gato, sendo mais, se presta a menos. No dia a dia, o cachorro tem a exata medida do que simboliza, mas é na concretude sem imaginação que a gente acaba encontrando ele: se lambendo, se coçando, seguindo o focinho por aí. O cachorro é um bicho só ação e contato, mais verbo que substantivo. E, no fim, é só ele mesmo. Uma vida inteira e efêmera, igual à nossa quando dá certo.