cinco minutos

Um namorado, na faculdade, dizia que queria ler todos os romances do José de Alencar antes de chegar nos 30 anos. Nem ele fez isso, nem eu. Se bem que eu nunca quis. Achei que era uma boa meta pra estudante, mas meu ranço do Alencar sempre falou mais alto. E agora, aos 40, comecei a ler as obras completas dele. Não amadureci, mas cansei: deixei o ranço de lado.

Cinco minutos é muito engraçado. Lógico que tem todo o pacote boy lixo alencariano, mas não dá pra negar que a bicha tem C.U.N.T. Além de todo o interesse histórico (as tópicas do romantismo usadas quase didaticamente, etc.), é bonito como os temas do atraso e do tempo breve vão se desenvolvendo, se repetindo, se multiplicando na trama. Capaz que seja mais interessante do que parece também pro nosso século ansioso.