ao mestre com carinho

To um tanto choroso, ontem teve homenagem ao João Adolfo Hansen na faculdade, logo depois de eu pegar meu último diploma emitido lá.

O Hansen foi meu professor, quase virou meu orientador e eu quase virei editor dele. Depois o João virou pai da minha melhor amiga. Ver o meu grande mestre de chinelo enquanto a mãe da minha amiga falava “Joãozinho, vem almoçar” deu uma bugada boa na minha vida intelectual e afetiva.

Ontem, numa sala de aula cheia de ex-alunes dele, senti falta antes de tudo do meu professor. É muito bom ter professorxs e alunes, é um tipo de relação muito esquisita: íntima e distante, afetuosa e profissional, de admiração e desprezo. Também é uma relação marcada pela morte, que tá entre nós o tempo todo. (O João falava muito da morte.)