Da última vez que dei aula de redação pra adolescente, faz uns poucos anos, entendi o problema da concepção escolar de texto destes tempos: tudo pertence a um gênero decodificável e reproduzível. Às vezes fico triste com a minha solidão no mundo, depois penso que a opção pelo “fora do tom, sem melodia” teria consequências, mas ainda é a melhor escolha. Melhor pra quem? Tudo tenta vender o tempo todo, é difícil (requer esforço) lembrar de não querer o melhor, o mais barato, o que quer que seja. É difícil não querer vencer num jogo que eu não quero jogar. É difícil não jogar, que nem fazer um texto que não quer vender. Eu gostava muito da minha aluna, tenho saudades de dar aula pra ela.