A curiosidade não pressupõe a memória nem o conhecimento, mas aos poucos eu vou me familiarizando com a discografia da Nomiya Maki e entendendo melhor o contexto em que ela foi criando cada peça pra performar essa voz de leite e mel, de algodão úmido, perfeição Gal Costa com solidez Sinatra e contenção Astrud Gilberto, e uma elegância que parece arquetípica, caricatural quase, mas que se mantêm e se reinventa elegância em meio à parafernália pós-moderna, fazendo cover de si mesma. Vou escutando, fuçando sites, traduzindo as letras no trajeto do ônibus, e acho que a curiosidade é o primeiro acorde do amor.